sábado, 31 de outubro de 2009

Fitoquímicos combatem obesidade


Qual é a sua comida favorita? Chocolate? Batata frita e refrigerante? Estes alimentos engordativos e que levam a um processo metabólico que desencadeia a obesidade e doenças coronarianas devem ser consumidos com moderação e sempre acompanhados daqueles que amenizam tudo isto. Um novo estudo da Universidade da Florida mostrou que fitoquímicos presentes em vegetais (frutas, legumes, folhosos - principalmente os verde escuros - nozes, sementes e leguminosas) devem ser consumidos antes dos alimentos engordativos a fim de amenizar a inflamação e o estresse oxidativo. De acordo com os autores da pesquisa, publicada no Journal of Human Nutrition and Dietetics, indivíduos que consomem estes alimentos com regularidade são mais magros mesmo consumindo o mesmo valor calórico daqueles com sobrepeso ou obesidade, mas que não tem uma dieta variada e rica em fitoquímicos. Isto porque dietas pobres em alimentos vegetais afetam a saúde ao longo do tempo, aumentam a inflamação e o estresse oxidativo desencadeando danos nas células que se defendem acumulando energia (gordura). Como os fitoquímicos possuem propriedades antioxidantes eles auxiliam no combate aos radicais livres. Exemplos incluem a aliina do alho, o licopeno dos tomates, melancia e goiaba, isoflavonas da soja, beta caroteno dos vegetais alaranjados e antocianinas das uvas. Assim, se você quer perder peso inclua mais frutas, verduras, legumes e cereais não processados na sua alimentação. Pequenos passos a favor de uma dieta mais saudável pode significar menos quilos e uma chance bem menor de desenvolvimento de obesidade. O maior consumo destes alimentos também deixará menos espaço para alimentos mais gordurosos e com menor valor nutritivo, contribuindo também desta forma para a perda de peso.
Fonte da imagem: http://static.howstuffworks.com/gif/phytochemical-1.jpg

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Vote no podcast!

Amanhã é o último dia para votar no prêmio podcast 2009. Se você gosta dos programas de áudio deste site, vote clicando no ícone a direita da página. Obrigada!

Complexo B e o coração

A deficiência de vitaminas do complexo, especialmente B12, B9 e B6, aumentam os níveis de um aminoácido associado a maior risco cardiovascular: a homocisteína. Porém, uma revisão de oito pesquisas incluindo 24.210 pessoas não mostraram nenhum benefício na suplementação destas vitaminas. De acordo com os pesquisadores responsáveis pelo estudo o uso do suplemento, comparado ao placebo ou outros tratamentos não mostrou menor incidência de ataques cardíacos, derrame ou morte associada a problemas cardiovasculares. Assim, a não ser que você esteja com deficiência destas vitaminas (peça a avaliação de seu nutricionista) você não deverá fazer uso destes nutrientes e sim optar por uma dieta saudável que inclua fontes destas e outras substâncias indispensáveis à saúde como vegetais folhosos verde escuros, frutas e legumes, cereais integrais, gorduras de boa qualidade (proveniente de azeite, açaí, abacate, castanhas) e proteínas magras, especialmente peixes.

Referência: Martí-Carvajal AJ, Solà I, Lathyris D, Salanti G.Homocysteine lowering interventions for preventing cardiovascular events. Cochrane Database of Systematic Reviews, 2009, Issue 4. Art. No.: CD006612.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O vinho certo para cada alimento

Cientistas japoneses dão a resposta para uma pergunta gastronômica: Por quê o vinho tinto é consumido com carnes vermelhas e o branco com peixes? De acordo com os pesquisadores ao consumirmos peixes com vinho tinto o sabor desagradável aparecerá já que este tipo de vinho pode conter o mineral ferro. O estudo, publicado no ACS'Journal of Agricultural and Food Chemistry, pelo Dr. Takayuki Tamura mostrou que quanto maior é o conteúdo de ferro do vinho tinto pior é o gosto desagradável após o consumo dos peixes e frutos do mar. Tanto que vinhos com baxíssima concentração de ferro não ocasionaram o mesmo problema mesmo não sendo brancos.

Quer ler o artigo? Clique em:

Tamura et al. Iron Is an Essential Cause of Fishy Aftertaste Formation in Wine and Seafood Pairing.Journal of Agricultural and Food Chemistry, 2009; 57 (18): 8550

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Não ao ato médico

Prezado Senador,

meu nome é Andreia Torres, sou nutricionista, docente da UnB no curso de pós graduação em promoção à saúde e dos cursos de graduação em nutrição e enfermagem das faculdades JK/Anhanguera. Fiz 4 pós graduações em saúde e nutrição além do mestrado e me considero uma profissional competente e atualizada. Trato pacientes há 10 anos em meu consultório com grande sucesso. Além das prescrições dietéticas muitas vezes preciso recorrer à suplementos vitamínicos e/ou minerais, probióticos, energéticos ou protéicos dentre outros afim de restabelecer a condição de saúde ou atender aos objetivos do cliente. Faço isto com muita responsabilidade e realmente estou muito preocupada pois se o ato médico for aprovado perderei, assim como milhares de nutricionistas e farmacêuticos, a prerrogativa da prescrição destes compostos, os quais são estudados muito mais por nós do que pelos próprios médicos.
Peço que considerem seu voto a favor de todos os profissionais de saúde e não de uma única classe profissional.

Obrigada pela atenção!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Lancet libera artigos de nutrição gratuitamente

Os artigos da Lancet sobre desnutrição estão liberados hoje. Para baixar:
http://www.thelancet.com/collections/nutrition-metabolism?collexcode=116&subcollexcode=116102&collexyear=all

Todos precisam de probióticos?

O uso de probióticos está na moda, seja na forma de cápsulas, sachês, kefir ou iogurte está todo mundo usando. Mas todo mundo precisa delas? Bom, as bactérias boas (probióticas) são muito importantes para o nosso organismo. Colunizam o trato digestório protegendo competitivamente contra microorganismos causadores de doenças. Além disso digerem parcialmente as fibras produzindo ácidos graxos de cadeia curta, fundamentais para a saúde intestinal. A morte exagerada das bactérias probióticas se dá por vários fatores como dieta desbalanceada (pobre em fibras, rica em açúcares, conservante, corantes, pesticidas), uso de antibióticos e fatores que alterem o pH do meio (uso indiscriminado de antiácidos, medicamentos - inclusive anticoncepcionais - e, principalmente, o estresse). Isto significa que vez ou outra poderemos apresentar sintomas relacionados à disbiose, o desequilíbrio entre as bactérias "boas"e "ruins". Dentro os sintomas mais comuns estão constipação ou diarréia, cansaço, alergias alimentares, queda de cabelo, rinite e até ganho de peso. Se este for o caso, após o diagnóstico o nutricionista irá sugerir uma dieta com o mínimo de irritantes, rica em fibras e nutrientes importantes para o reequilíbiro do organismo e provavelmente, suplementada com probióticos.

O cuidado entretando deve ser com o modismo. Existem em nosso intestino cerca de 800 espécie diferentes de bactérias. Apesar de terem nomes parecidos os efeitos não são os mesmos. Por exemplo, Lactobacillus acidophilus combinados com Lactobacillus bifidus são eficientes para prevenir a diarréia comum ao se utilizar antibióticos. Já a combinação Lactobacillus bulgaricus com Streptococcu termophilus é ineficiente neste caso. Ou seja, o mesmo produto não serve para todos e nunca será completo. É por isto que alguns pesquisadores estudam - pasmem - o uso das próprias fezes de indivíduos saudáveis como medida extrema para recolonizar o trato digestório de pacientes.

Agora se você já é saudável e consome uma dieta balanceada, com quantidade adequada de fibra, proteína e gordura de boa qualidade, é provável que consiga restabelecer a quantidade de bactérias rapidamente, mesmo sem o uso de produtos especiais. O ideal é moderar o consumo de gordura saturada (presente nas gorduras animais, carnes, laticínios integrais), substituindo-a parcialmente por gordura monoinsaturada (presente por exemplo no azeite e no óleo de canola). A recomendação de fibras é de 25 a 30 gramas por dia. Para atingir esta quantidade consuma cerca de 5 porções de frutas e hortaliças diariamente (pelo menos 400 gramas) e ainda cereais integrais. Nozes e castanhas também fornecem fibras, proteína e gorduras de boa qualidade. Se você se adapta bem ao consumo de iogurte, opte por aqueles com probióticos. Um comentário muito interessante sobre o Actívia foi postado no blog do Henrique. Vale a pena conferir!

sábado, 24 de outubro de 2009

Uso de medicamentos para redução do colesterol e dores musculares

Muitos clientes utilizam estatinas com a finalidade de diminuir os níveis sanguíneos de lipídios. O problema é que as estatinas depletam a coenzima Q10, o que é demonstrado pelo aumento da concentração de algumas enzimas como succinato, fumarato e malato. Os sintomas da deficiência de Q10 incluem maior cansaço e dores musculares ou articulares. Para a resolução procure um nutricionista que fará a suplementação de CoQ10 e da vitamina riboflavina. Além disso, a perda de peso e a reeducação alimentar acompanhado de atividade física moderada e regular fazem-se necessários afim de que os níveis de colesterol e triglicerídeos retornem ao normal. Desta forma você ficará livre das medicações e as dores sumirão.

Leia também: ômega-3 e Q10

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Livros de nutrição em promoção em até 9x sem juros

Nutrição e Metabolismo - R$ 96,90 (3x R$33,00)
Avaliação Nutricional - R$ 197,00 (6x R$32,83)
Nutrição nas doenças crônicas não transmissíveis - R$ 99 (3x R$ 33,30) - Este livro da Lilian Cuppari substitui o antigo Nutrição Clínica no adulto!
História da alimentação - R$ 110,00 (3x R$ 36,67)
Tratado de Alimentação - De R$ 313,00 por R$ 247,80 (8x R$30,98) - Parecido com a Krause na estrutura, porém escrito por autores brasileiros.
Guia de nutrição desportiva - R$ 69,00 (2x R$34,50)
Outros livros de nutrição: http://www.submarino.com.br/busca/giro?q=nutricao+&dep=1&x=12&y=13&franq=247403

Carne e Alzheimer

Você sabia que uma dieta com menos calorias, gordura e rica em vegetais, frutas e peixes pode atrasar a progressão do Alzheimer? E não é só, um estudo publicado este mês mostrou que uma dieta rica em proteína desencadeia a formação de placas no cérebro e o pior: diminuem o tamanho do órgão em 5% em comparação a dietas com menos proteínas e mais carboidratos.

Para saber mais: Steve Pedrini, Carlos Thomas, Hannah Brautigam, James Schmeidler, Lap Ho, Paul Fraser, David Westaway, Peter Hyslop, Ralph Martins, Joseph Buxbaum, Giulio Pasinetti, Dara Dickstein, Patrick Hof, Michelle Ehrlich and Sam Gandy. Dietary composition modulates brain mass and amyloid beta levels in a mouse model of aggressive Alzheimer's amyloid pathology. Molecular Neurodegeneration, (in press).

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Vai fazer prova?

O final do ano está chegando e meus alunos na faculdade estão cheios de provas, apresentações de monografia e trabalhos finais de estágio. Para fazer uma boa prova é necessário dedicação e estudo mas comer bem também é fundamental. Uma boa alimentação melhora a concentração. Balinhas e chocolates podem até fornecer energia porém como o carboidrato é de alta absorção e, portanto, consumido rapidamente, esta energia não dura. O melhor sempre é:
- Fazer o café da manhã. Frutas, cereais integrais como pães, aveia ou quinoa fornecem energia de absorção lenta, que não te deixará com sono momentos depois. Iogurte com frutas e castanhas ou mesmo um omelete com tomate, queijo e suco são boas pedidas.
- Regularidade durante o dia. Não passe mais de 3 horas sem comer para que consiga manter as concentrações de glicose plasmática constantes. Lembre-se: nosso cérebro funciona a base deste nutriente! Frutas, iogurte, torrada integral são algumas opções para aguentar até a hora do almoço. Tanto nesta refeição quanto no jantar não abuse. Quantidades muito grandes ou alimentos de difícil digestão o deixarão muito sonolento.
- Não se esqueça da água, ela é fundamental para que todas as reações químicas ocorram, reduz a fadiga e ajuda o cérebro a trabalhar. Leve a garrafinha com você para a biblioteca ou sala de aula.
- Limite a cafeína. Como assim? Cafeína não é estimulante? Sim, porém em excesso pode deixá-lo mais agitado, irrequieto, nervoso, além de prejudicar o sono.
- Lembre-se da atividade física. Não pense que ao se exercitar estará perdendo o tempo do estudo. Incluir uma atividade física moderada durante o dia contribuirá para a redução do estresse, para melhorar o sono e para levar mais sangue e nutrientes a todos os lugares, inclusive ao cérebro.
- Esqueça as novidades. No dia da prova não invente moda. Nada de comer em locais muito diferentes do seu habitual ou comprar uma novidade da indústria alimentícia. Atenha-se ao que já está acostumado e funciona para você para não correr o dia de passar mal bem no dia da prova para a qual você estudou tanto.
Fonte da imagem: http://www.ubalt.edu/images/cla_pages/test_sepia.jpg

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Podcast 76 - Afrodisíacos 2a parte


Na continuação, a Dra. Ceres Moura dá a dica de um cardápio afrodisíaco. Imperdível. Para ouvir:

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Podcast 75 - Alimentos afrodisíacos


Existem mesmo alimentos afrodisíacos? Quem responde é a nutricionista Ceres Moura, do instituto Lakshmi.

Para ouvir:

domingo, 18 de outubro de 2009

Substância das uvas previne o diabetes

De acordo com pesquisadores do UT Southwestern Medical Center, o resveratrol, composto bioativo presente nas uvas oferece proteção contra o diabetes. De acordo com o Dr. Roberto Coppari, o resveratrol ativa as proteínas sirtuínas, que melhoram o controle glicêmico e diminuem a inflamação. De acordo com o autor, o resveratrol não atravessa facilmente a barreira hematoencefálica porém saber que o cérebro está envolvido no controle glicêmico é um passo importante na pesquisa. Agora, o objetivo é pesquisar maneiras de fazer com que o resveratrol atravesse melhor a barreira hematoencefálica, um papel para as indústrias farmacêuticas.

Referência: Giorgio Ramadori, Laurent Gautron, Teppei Fujikawa, Claudia R. Vianna, Joel K. Elmquist, and Roberto Coppari.Central Administration of Resveratrol Improves Diet-Induced Diabetes. Endocrinology,09/10/2009.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Água e chocolate diminuem a dor

Pesquisa publicada no the Journal of Neuroscience mostrou que o consumo de chocolate ou água, mesmo na ausência de fome ou sede, por camundongos pode diminuir a dor causada pelo calor. Na natureza, os animais escolhem alimentos que nutram e ao mesmo tempo que aplaquem sensações desagradáveis. O problema é que o mesmo comportamento adotado por nós seres humanos pode conduzir à obesidade. O legal desta pesquisa foi mostrar que um alimento calórico (o chocolate) teve o mesmo efeito de um não calórico (água). Mais interessante ainda, quando os ratos receberam uma droga, causando-lhe doença o chocolate não foi mais eficiente mas a água sim! O mesmo estudo foi repetido com uma substância amarga mas a sensação de dor persistiu.
De acordo com os pesquisadores os sabores são importantes afim de ajudar os animais a decidirem quais alimentos devem consumir. Estes alimentos "prazerosos" ativam uma região no cérebro (o núcleo raphe magnus) que faz com que o animal ingira todo o alimento, mesmo sem fome (como fazemos com a caixa de chocolate, o bolo ou o pacote de batatas fritas). O núcleo impediria com que o animal se distraísse durante o processo de alimentação e parasse de comer.
A neurologista Peggy Mason acredita que o mesmo mecanismo esteja presente nos seres humanos já que outros estudos mostraram diminuição da dor em crianças após o consumo de água com açúcar. Enquanto em algumas situações isto é altamente vantajoso, acalmando-as, na maioria das vezes acarretará mesmo é em ganho de peso desnecessário. Bom, mas você pode substituir tudo por um grande copo de água - com um efeito ainda melhor!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Aos sobreviventes do câncer

Felizmente mais e mais pacientes estão ganhando a batalha contra o câncer porém, lembre-se que após os meses e anos mais duros de tratamento o acompanhamento não pode ser deixado de lado. Isto porque a perda de massa muscular, problemas cardíacos associados, perda óssea são comuns como resultado da exposição prolongada à medicamentos e tratamentos hormonais. Além disso, há o risco de uma reincidência e, desta forma, estratégias preventivas tornam-se cruciais. Portanto, além de adotar um estilo de vida mais saudável, livre de drogas, álcool cigarro, não se esqueça de praticar exercícios regularmente e conversar com seu nutricionista sobre uma dieta mais rica em antioxidantes, cálcio e outros nutrientes importantes. Aprenda a apreciar os alimentos integrais e ricos em fibras, coma mais frutas e verduras, diminua a porção dos alimentos, caso necessário, perda peso lentamente e aprenda estratégias de combate ao estresse. :-)

Activia presta ou não?

Leiam no blog do Henrique:

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Ganho de peso na gestação

O excesso de peso na gestação representa um risco tanto para a mãe quanto para o bebê. As novas recomendações do instituto de medicina (IOM) explicam em detalhes quanto peso as gestantes devem ganhar. Um grande problema é a falta de planejamento para a gestação. Engravidar acima do peso (ou muito abaixo) é perigoso. Assim, recomenda-se que para entrar na gestação, a mulher esteja com um IMC entre 19.8 e 26 kg/m2, valores associados a menor risco de pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e problemas no parto. O sobrepeso e a obesidade também aumentam o risco de defeitos estruturais no feto, incluindo espinha bífida, defeitos cardíacos, atresia anoretal, problemas abdominais e na uretra, hérnias diafragmáticas dentre outros. Mulheres obesas também apresentam maior dificuldade para iniciar o aleitamento materno e mantê-lo por mais que 1 a 3 meses. O ganho de peso depende portanto do peso anterior a gestação. Mulheres acima do peso devem ganhar menos peso do que mulheres baixo peso.

Veja na tabelinha acima os valores recomendados. Mulheres esperando gêmeos precisam de um adicional de 500kcal/dia já no primeiro trimestre gestacional. Mulheres esperando um bebê só precisam adicionar 340 kcal diárias e após o segundo trimestre. No terceiro trimestre o adicional deverá ser de 450 kcal diárias.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Receptor exclusivo para glutamato é descoberto na língua

A palatabilidade e aceitação de um determinado alimento depende de vários fatores, porém existem sabores básicos, mais aceitos. Nossa língua é forrada por receptores capazes de sentir sabores específicos. Agora um receptor foi encontrado especificamente para o glutamato. De acordo com Ana San Gabriel, existem outros receptores ativados quando o glutamato está presente na dieta, porém os mesmos não são específicos já que precisam estar em contato com nucleotídeos e outros aminoácidos para serem ativados.

O glutamato é um aminoácido não essencial, estável e de fácil dissolução. Na culinária é usado por alguns restaurantes para reduzir o tempo de cocção de alguns alimentos ou para ressaltar sabor e cor. O problema é que o uso do glutamato aumenta a perda de vitaminas e ainda pode ser perigoso contribuindo para o aumento da pressão em indivíduos hipertensos. Existem ainda controvérsias sobre a segurança do glutamato, porém de acordo com os mesmos pesquisadores responsáveis pelo artigo publicado no American Journal of Clinical Nutrition, o sabor umami, do glutamato está presente desde a mais tenra idade, visto que é encontrado também no leite materno. Um bebê de 5kg que mama cerca de 800 ml de leite, ingere aproximadamente 0,16 g de glutamato ao dia. Dependendo do tipo de alimento consumido, a ingestão de adultos varia em torno de 10 gramas ao dia (100 a 150 mg/kg/dia). Já o consumo do condimento glutamato de sódio varia entre 0,4g/dia nos EUA, 0,6g na Inglaterra, 1,5g no Japão e 3g em Taiwan.

Referência principal:

Ana San Gabriel, Takami Maekawa, Hisayuki Uneyama, y Kunio Torii. Metabotropic glutamate receptor type 1 in taste tissue. American Journal of Clinical Nutrition, 2009; 90 (3): 743S.

domingo, 11 de outubro de 2009

Livro para alunos e nutricionistas

Recebi da editora Manole o novo livro coordenado pela nutricionista Lilian Cuppari. Esta primeira edição contou com a colaboração de outro 20 experts em assuntos como diabete melito, dislipidemias, doenças cardiovasculares, renais, hepáticas...
Só achei o capítulo de obesidade já um pouco desatualizado pois deixou de abordar doenças antiinflamatórias e os muitos alimentos e suplementos com propriedades saciogênicas e inibidoras do NPY ou PPAR.

Mesmo assim, para estagiários e nutricionistas clínicos este é um livro que vale a pena ter, pequeno, fácil de consultar e com dicas valiosas. Ainda tem estudos de caso ilustrativos que ajudam a entender situações comuns de nossa prática. Já estou indicando a meus alunos.

Para comprar clique aqui.

sábado, 10 de outubro de 2009

Cafeína para prematuros?

O consumo de cafeína na gestação deve ser evitado pois o hábito aumenta o risco de parto prematuro e bebês de baixo peso. Agora um novo estudo mostrou que a administração de cafeína à ratos recém nascidos teve um efeito adverso ao longo de toda a vida dos animais que mostraram maior dificuldade para dormir e mais problemas respiratórios. Problemas para dormir são indicativos de pobre saúde e menor sobrevida.
Como problemas respiratórios são a principal causa de hospitalização e morte em bebês prematuros, uma das terapias é a administração de cafeína, justamente por suas propriedades estimulantes. Porém, seus efeitos a longo prazo não haviam sido estudados. Como os cientistas mostraram preocupação com os resultados do estudo indicam-se melhores acompanhamentos de crianças afim de definir o impacto da administração de cafeína no desenvolvimento e comportamento a longo prazo.

Para saber mais: MONTANDON, G.; HORNER, R.L.; KINKEAD, R.; BAIRAN, A. Caffeine in the neonatal period induces long-lasting changes in sleep and breathing in adult rats. J Physiol, published ahead of print September 21, 2009.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Sem abusar dos suplementos

Já falei de alguns estudos parecidos este ano, mas as evidências são grandes e as pesquisas saem uma atrás da outra. Agora o foco é na vitamina A que, lógico, não pode faltar em nosso organismo. A mesma desempenha funções essenciais na produção de energia, no combate aos radicais livres, no desenvolvimento do feto, no bom funcionamento da visão, além de nos proteger contra infecções. Estudos mais recentes mostram que a vitamina A é essencial para a bom performance metabólica das mitocôndrias (nossa usina energética, onde a maior parte do ATP produzido). De acordo com um estudo publicado última quarta feira (07/10/2009) quando há falta ou excesso de vitamina A, a mitocôndria não funciona apropriadamente, diminuindo a eficiência de todos os órgãos. Assim, de acordo com os autores, o uso de muitos suplementos ou alimentos fortificados com vitamina A pode ter efeitos muito negativos, e até letais.

Na figura - a mitocôndria. http://www.sciencenews.org/pictures/022809/feat_mitochondria_diag_zoom.jpg

Artigo: Rebeca Acin-Perez, Beatrice Hoyos, Feng Zhao, Valerie Vinogradov, Donald A. Fischman, Robert A. Harris, Michael Leitges, Nuttaporn Wongsiriroj, William S. Blaner, Giovanni Manfredi, and Ulrich Hammerling. Control of oxidative phosphorylation by vitamin A illuminates a fundamental role in mitochondrial energy homoeostasis. The FASEB Journal, 7/10/2009.


Mais sobre suplementação:

  1. Uso indiscriminado de suplementos aumenta o risco de morrer;
  2. Sinergia entre os diferentes nutrientes é o que protege nosso corpo;
  3. Suplementos antioxidantes podem desencadear o diabetes tipo 2;
  4. Devo tomar suplementos vitamínicos?

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Suco digestivo e antioxidante

Não sabe o que fazer para o lanche? Que tal um suco antioxidante e ainda por cima digestivo?

Sucos naturais podem ser excelentes opções para o lanche, principalmente se na sua cidade também estiver fazendo o mesmo calor aqui de Brasília. As frutas vermelhas possuem substâncias que nos protegem contra doenças cardiovasculares e câncer. A biomassa de banana verde atua mantendo a flora intestinal saudável e melhorando o funcionamento de todo o trato digestório. Siga a receita:

Suco nutritivo

02 Pêras
Frutas vermelhas (como 10 mirtilos ou morangos ou 20 amoras ou 1 polpa de açaí)
Biomassa de banana verde
01 colher de chá de Linhaça
01 colher de sobremesa de Aveia
½ xícara de Água
Modo de fazer:
Junte tudo e bata no liquidificador até obter uma mistura cremosa. Bom apetite!

Para a biomassa de banana verde
01 cacho de banana bem verde

Modo de fazer:

Lave as bananas com casca, uma a uma, utilizando esponja com água e sabão. Enxágüe bem. Numa panela de pressão coloque água suficiente para cobrir as bananas e deixe ferver. Coloque as bananas com a casca, tampe a panela e deixe no fogo por 8 minutos. Desligue o fogo e, sem abrir a panela, deixe que a pressão continue cozinhando as bananas. Espere o vapor escapar naturalmente para depois abrir a panela. Abra a panela e aos poucos vá tirando a casca da polpa, colocando-as imediatamente no liquidificador. Jogue as casca fora. Lembre-se que a polpa deve estar ainda quente para não esfarinhar. Processe até obter uma massa bem espessa. Guarde em um pote de vidro sob refrigeração por no máximo 8 dias, ou por 3 a 4 meses em congelador ou em forminhas de gelo e todos os dias acrescentar um cubinho nos sucos pela manhã. Use uma colher de sopa (ou 1 cubinho congelado) do purê no seu suco. Outra opção é acrescentar em preparações salgadas como feijão, tortas, suflês, bolos ou pães.

Fonte da imagem: http://www.motherearthnews.com/uploadedImages/Blogs/Relish!/Berry-Juice.jpg

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Suplementos antioxidantes podem desencadear Diabetes tipo 2?

Um time de pesquisadores mostrou que antioxidantes (tão falados por seus efeitos protetores contra o câncer, doenças cardiovasculares, Alzheimer...) podem ser responsáveis pelo desenvolvimento do diabetes tipo 2. Antioxidantes diminuem os danos provocados por espécies reativas de oxigênio. Porém, existem evidências suficientes de que este processo não é tão simples e que o equilíbrio entre substâncias oxidantes e antioxidantes é fundamental para a boa saúde. O que conhecemos como estresse oxidativo é justamente a situação de desequilíbrio, esta sim prejudicial ao corpo. Vários estudos anteriores mostraram que o alto consumo de suplementos antioxidantes poderia na verdade diminuir a expectativa de vida e provocar doenças, inclusive desencadeando o câncer. Isto se dá porque até uma dosagem específica um nutriente (como a vitamina C) comporta-se como antioxidante e após esta dosagem o mesmo passa a se comportar como um pró oxidante, aumentando o dano celular. Além disso, quem disso que radical livre é sempre ruim? Na verdade os mesmos desempenham funções fundamentais como a defesa contra agentes estranhos, no combate à inflamação e na vasodilatação. No novo estudo publicado hoje na revista científica Cell Metabolism mostrou também que as espécies reativas de oxigênio (em particular o peróxido de hidrogênio) melhoram a sensibilidade à insulina. Ou seja, níveis fisiológicos de radicais livres são importantes afim de atenuar a resistência à insulina e sua progressão paa o diabetes tipo 2. É por isto que mais uma vez digo: alimentos são sempre muito mais apropriados e seguros do que suplementos. Consumindo alimentos ricos em antioxidantes, principalmente frutas e verduras, várias vezes ao dia, nosso corpo tem a oportunidade de selecionar quantidades a absorver. Aliás, estas quantidades raramente são muito grandes nos alimentos. Já quando se ingere um suplemento, principalmente aqueles com dosagens altas, o risco de uma absorção exagerada é grande.

Para saber mais: Kim Loh, Haiyang Deng, Atsushi Fukushima, Xiaochu Cai, Benoit Boivin, Sandra Galic, Clinton Bruce, Benjamin J. Shields, Beata Skiba, Lisa M. Ooms, Nigel Stepto, Ben Wu, Christina A. Mitchell, Nicholas K. Tonks, Matthew J. Watt, Mark A. Febbraio, Peter J. Crack, Sofianos Andrikopoulos and Tony Tiganis. Reactive Oxygen Species Enhance Insulin Sensitivity. Cell Metabolism, Volume 10, Issue 4, 260-272, 7 October 2009

Podcast 74

O podcast alimentação saudável está concorrendo ao prêmio de melhor podcast educativo de 2009. Votem no site www.dicasdanutricionista.com.br. Obrigada!

Para ouvir ao episódio de hoje, clique aqui:

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Onde o sal se esconde?

De acordo com a Organização Mundial de Saúde não devemos consumir mais de 2 gramas de sódio por dia (o equivalente a 5 gramas de sal de cozinha). Porém, estudos indicam que o brasileiro consome, em média, 4,5 gramas de sódio (quase 10 gramas de sal) diariamente. Esta quantidade, apesar de inferior à de outros países, é enorme. Se considerarmos que um único pão francês garante quase todo o sódio que precisamos em um dia, fia fácil entender o quanto exageramos. Por isto, consumir menos sódio é uma estratégia inteligente e que tem efeitos cardioprotetores, diminuindo a pressão arterial e melhorando a vasodilatação. Assim, além de reduzir a quantidade utilizada para cozinhar e de ficar longe do saleiro, fique de olho em outros produtos ricos em sódio:

- produtos de padaria em geral;

- cereais matinais (observe a quantidade de sódio nos rótulos);

- enlatados (milho, ervilha, seleta, extrato de tomate...);

- embutidos (presunto e similares);

- carnes e peixes secos (incluindo bacalhau!);

- industrializados em geral como ketchup, mostarda, requeijão, biscoitos, pratos prontos;

- adoçantes contendo ciclamato de sódio e sacarina sódica (geralmente os mais baratos e transparentes).



segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Prêmio podcast 2009 - Preciso de você!


Olá pessoal! As votações do Prêmio Podcast 2009 começaram. Está na hora de você votar no site www.dicadanutricionista.com.br e no podcast alimentação saudável. Receber o prêmio melhora a visibilidade do podcast que é feito de graça para vocês e me mantém motivada a continuar este trabalho. Como novamente não há uma categoria específica para programas de saúde, o podcast concorre novamente na categoria educação. Se você gosta do programa clique na imagem acima para votar. Muito obrigada!

Para que serve o selênio?

O selênio é um mineral essencial ao nosso organismo. Faz parte de selenoenzimas antioxidantes que protegem nosso corpo contra doenças como câncer, diabetes tipo 2 e doenças da tireóide. O problema é que enquanto o consumo insuficiente está relacionado à estas condições, o consumo exagerado também! Os estudos mostram que cada castanha do Brasil (também conhecida como castanha do Pará) contém atépresença de selênio em castanha do Brasil mostram que algumas castanhas podem conter de 200 até 400mcg de selênio cada uma, o que por si gera uma dose altíssima se comparado a recomendação de selênio para adultos (55mcg/dia). Tudo bem, nosso corpo não absorve 100% do mineral, mas como o limite máximo recomendado é justamente 400mcg ao dia, não há necessidade de consumir mais que uma unidade por dia e, claro, nem de suplementação, a não ser em situações especiais. Mas toda castanha conterá esta quantidade de selênio? Não, um grande problema é que a quantidade de selênio na castanha depende da qualidade do solo, fazendo com que as concentrações do mineral na oleaginosa varie entre 0.2 e 5.0 mg/100g dependendo da origem. O solo se forma devagar, em relação estreita com água, ar, seres vivos, presença de rochas. As atividades humanas podem transformar o solo rapidamente, destruindo-o e empobrecendo-o, o que vem acontecendo ano a ano. E claro, se o solo for pobre, a quantidade de nutrientes na castanha será pequena. Parece também que quanto maior é a quantidade de agrotóxicos utilizados menos a planta consegue incorporar o selênio e outros minerais como zinco, ferro, magnésio, cálcio... Daí a importância de uma dieta variada, colorida e, orgânica, sempre que possível.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Açúcar e agravos à saúde

É comum associarmos o alto consumo de açúcar com obesidade ou mesmo diabetes, porém o que os estudos vem mostrando é que este hábito é ainda mais prejudicial, aumentando também a pressão arterial, o risco de câncer e até de distúrbios psicológicos.
Estudos mostram que o consumo por apenas 2 semanas de uma dieta rica em frutose (encontrada em frutas e em altíssimas quantidades em refrigerantes e outros industrializados), já aumenta o risco de síndrome metabólica, diabetes, aumento do ácido úrico e da pressão sanguínea. Devemos então evitar as frutas? Não! As frutas contém pouca frutose (4 a 10 gramas dependendo do alimento e da porção) e contém muitas substâncias benéficas que protegem nosso corpo como vitamina C, outros antioxidantes e fibras, que contrabalanceiam os efeitos da frutose. O principal risco está então nos alimentos feitos com xarope de frutose, como refrigerantes, bolos, chocolates, sorvetes... Pesquisadores estudam agora como o alto consumo de frutose aumenta a pressão sanguínea. A principal hipótese recai sobre um estímulo de substâncias inflamatórias. Vamos aguardar as respostas.
Outros estudos tem investigado a relação entre o alto consumo de açúcar e o maior risco de câncer de mama. Provavelmente a resposta estará novamente relacionada ao maior grau de inflamação visto no organismo das viciadas em açúcar. Além de diminuir o consumo, evitar o álcool, não abusar do consumo de gordura, praticar exercícios e manter um peso saudável também são estratégias fundamentais para reduzir o risco de câncer de mama.
Mas o estudo mais polêmico foi publicado na Inglaterra este mês por Simon Moore e colaboradores. De acordo com os mesmos o consumo de doces e chocolates diariamente na infância (foram estudados 17.500 indivíduos aos 10 e aos 34 anos) aumenta o risco de praticarem atos de violência quando adultos. Segundo os autores do estudo, o fato de não se dizer não às crianças, oferecendo-lhes tudo o que querem e quando querem impede com que aprendam que devem esperar para obter as coisas. Não aprender tais lições faz com que elas adotem comportamentos impulsivos, violentos, perigosos e altamente associados à delinquência. Outros aspectos do consumo de doces e violência merecem mais atenção e os pesquisadores prometem continuar as investigações.
O açúcar é gostoso mas deve estar em pequenas quantidades na dieta. Não ensine seu bebê e seus filhos pequenos este hábito e proteja a saúde de toda a família.

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