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A deficiência de vitaminas do complexo, especialmente B12, B9 e B6, aumentam os níveis de um aminoácido associado a maior risco cardiovascular: a homocisteína. Porém, uma revisão de oito pesquisas incluindo 24.210 pessoas não mostraram nenhum benefício na suplementação destas vitaminas. De acordo com os pesquisadores responsáveis pelo estudo o uso do suplemento, comparado ao placebo ou outros tratamentos não mostrou menor incidência de ataques cardíacos, derrame ou morte associada a problemas cardiovasculares. Assim, a não ser que você esteja com deficiência destas vitaminas (peça a avaliação de seu nutricionista) você não deverá fazer uso destes nutrientes e sim optar por uma dieta saudável que inclua fontes destas e outras substâncias indispensáveis à saúde como vegetais folhosos verde escuros, frutas e legumes, cereais integrais, gorduras de boa qualidade (proveniente de azeite, açaí, abacate, castanhas) e proteínas magras, especialmente peixes.
Prezado Senador,
Os artigos da Lancet sobre desnutrição estão liberados hoje. Para baixar:
O uso de probióticos está na moda, seja na forma de cápsulas, sachês, kefir ou iogurte está todo mundo usando. Mas todo mundo precisa delas? Bom, as bactérias boas (probióticas) são muito importantes para o nosso organismo. Colunizam o trato digestório protegendo competitivamente contra microorganismos causadores de doenças. Além disso digerem parcialmente as fibras produzindo ácidos graxos de cadeia curta, fundamentais para a saúde intestinal. A morte exagerada das bactérias probióticas se dá por vários fatores como dieta desbalanceada (pobre em fibras, rica em açúcares, conservante, corantes, pesticidas), uso de antibióticos e fatores que alterem o pH do meio (uso indiscriminado de antiácidos, medicamentos - inclusive anticoncepcionais - e, principalmente, o estresse). Isto significa que vez ou outra poderemos apresentar sintomas relacionados à disbiose, o desequilíbrio entre as bactérias "boas"e "ruins". Dentro os sintomas mais comuns estão constipação ou diarréia, cansaço, alergias alimentares, queda de cabelo, rinite e até ganho de peso. Se este for o caso, após o diagnóstico o nutricionista irá sugerir uma dieta com o mínimo de irritantes, rica em fibras e nutrientes importantes para o reequilíbiro do organismo e provavelmente, suplementada com probióticos.O cuidado entretando deve ser com o modismo. Existem em nosso intestino cerca de 800 espécie diferentes de bactérias. Apesar de terem nomes parecidos os efeitos não são os mesmos. Por exemplo, Lactobacillus acidophilus combinados com Lactobacillus bifidus são eficientes para prevenir a diarréia comum ao se utilizar antibióticos. Já a combinação Lactobacillus bulgaricus com Streptococcu termophilus é ineficiente neste caso. Ou seja, o mesmo produto não serve para todos e nunca será completo. É por isto que alguns pesquisadores estudam - pasmem - o uso das próprias fezes de indivíduos saudáveis como medida extrema para recolonizar o trato digestório de pacientes.
Agora se você já é saudável e consome uma dieta balanceada, com quantidade adequada de fibra, proteína e gordura de boa qualidade, é provável que consiga restabelecer a quantidade de bactérias rapidamente, mesmo sem o uso de produtos especiais. O ideal é moderar o consumo de gordura saturada (presente nas gorduras animais, carnes, laticínios integrais), substituindo-a parcialmente por gordura monoinsaturada (presente por exemplo no azeite e no óleo de canola). A recomendação de fibras é de 25 a 30 gramas por dia. Para atingir esta quantidade consuma cerca de 5 porções de frutas e hortaliças diariamente (pelo menos 400 gramas) e ainda cereais integrais. Nozes e castanhas também fornecem fibras, proteína e gorduras de boa qualidade. Se você se adapta bem ao consumo de iogurte, opte por aqueles com probióticos. Um comentário muito interessante sobre o Actívia foi postado no blog do Henrique. Vale a pena conferir!

Muitos clientes utilizam estatinas com a finalidade de diminuir os níveis sanguíneos de lipídios. O problema é que as estatinas depletam a coenzima Q10, o que é demonstrado pelo aumento da concentração de algumas enzimas como succinato, fumarato e malato. Os sintomas da deficiência de Q10 incluem maior cansaço e dores musculares ou articulares. Para a resolução procure um nutricionista que fará a suplementação de CoQ10 e da vitamina riboflavina. Além disso, a perda de peso e a reeducação alimentar acompanhado de atividade física moderada e regular fazem-se necessários afim de que os níveis de colesterol e triglicerídeos retornem ao normal. Desta forma você ficará livre das medicações e as dores sumirão.
Leia também: ômega-3 e Q10
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Você sabia que uma dieta com menos calorias, gordura e rica em vegetais, frutas e peixes pode atrasar a progressão do Alzheimer? E não é só, um estudo publicado este mês mostrou que uma dieta rica em proteína desencadeia a formação de placas no cérebro e o pior: diminuem o tamanho do órgão em 5% em comparação a dietas com menos proteínas e mais carboidratos.
Para saber mais: Steve Pedrini, Carlos Thomas, Hannah Brautigam, James Schmeidler, Lap Ho, Paul Fraser, David Westaway, Peter Hyslop, Ralph Martins, Joseph Buxbaum, Giulio Pasinetti, Dara Dickstein, Patrick Hof, Michelle Ehrlich and Sam Gandy. Dietary composition modulates brain mass and amyloid beta levels in a mouse model of aggressive Alzheimer's amyloid pathology. Molecular Neurodegeneration, (in press).


De acordo com pesquisadores do UT Southwestern Medical Center, o resveratrol, composto bioativo presente nas uvas oferece proteção contra o diabetes. De acordo com o Dr. Roberto Coppari, o resveratrol ativa as proteínas sirtuínas, que melhoram o controle glicêmico e diminuem a inflamação. De acordo com o autor, o resveratrol não atravessa facilmente a barreira hematoencefálica porém saber que o cérebro está envolvido no controle glicêmico é um passo importante na pesquisa. Agora, o objetivo é pesquisar maneiras de fazer com que o resveratrol atravesse melhor a barreira hematoencefálica, um papel para as indústrias farmacêuticas.
Referência: Giorgio Ramadori, Laurent Gautron, Teppei Fujikawa, Claudia R. Vianna, Joel K. Elmquist, and Roberto Coppari.Central Administration of Resveratrol Improves Diet-Induced Diabetes. Endocrinology,09/10/2009.


Felizmente mais e mais pacientes estão ganhando a batalha contra o câncer porém, lembre-se que após os meses e anos mais duros de tratamento o acompanhamento não pode ser deixado de lado. Isto porque a perda de massa muscular, problemas cardíacos associados, perda óssea são comuns como resultado da exposição prolongada à medicamentos e tratamentos hormonais. Além disso, há o risco de uma reincidência e, desta forma, estratégias preventivas tornam-se cruciais. Portanto, além de adotar um estilo de vida mais saudável, livre de drogas, álcool cigarro, não se esqueça de praticar exercícios regularmente e conversar com seu nutricionista sobre uma dieta mais rica em antioxidantes, cálcio e outros nutrientes importantes. Aprenda a apreciar os alimentos integrais e ricos em fibras, coma mais frutas e verduras, diminua a porção dos alimentos, caso necessário, perda peso lentamente e aprenda estratégias de combate ao estresse. :-)


O glutamato é um aminoácido não essencial, estável e de fácil dissolução. Na culinária é usado por alguns restaurantes para reduzir o tempo de cocção de alguns alimentos ou para ressaltar sabor e cor. O problema é que o uso do glutamato aumenta a perda de vitaminas e ainda pode ser perigoso contribuindo para o aumento da pressão em indivíduos hipertensos. Existem ainda controvérsias sobre a segurança do glutamato, porém de acordo com os mesmos pesquisadores responsáveis pelo artigo publicado no American Journal of Clinical Nutrition, o sabor umami, do glutamato está presente desde a mais tenra idade, visto que é encontrado também no leite materno. Um bebê de 5kg que mama cerca de 800 ml de leite, ingere aproximadamente 0,16 g de glutamato ao dia. Dependendo do tipo de alimento consumido, a ingestão de adultos varia em torno de 10 gramas ao dia (100 a 150 mg/kg/dia). Já o consumo do condimento glutamato de sódio varia entre 0,4g/dia nos EUA, 0,6g na Inglaterra, 1,5g no Japão e 3g em Taiwan.
Referência principal:
Ana San Gabriel, Takami Maekawa, Hisayuki Uneyama, y Kunio Torii. Metabotropic glutamate receptor type 1 in taste tissue. American Journal of Clinical Nutrition, 2009; 90 (3): 743S.



Na figura - a mitocôndria. http://www.sciencenews.org/pictures/022809/feat_mitochondria_diag_zoom.jpg
Artigo: Rebeca Acin-Perez, Beatrice Hoyos, Feng Zhao, Valerie Vinogradov, Donald A. Fischman, Robert A. Harris, Michael Leitges, Nuttaporn Wongsiriroj, William S. Blaner, Giovanni Manfredi, and Ulrich Hammerling. Control of oxidative phosphorylation by vitamin A illuminates a fundamental role in mitochondrial energy homoeostasis. The FASEB Journal, 7/10/2009.
Mais sobre suplementação:

Um time de pesquisadores mostrou que antioxidantes (tão falados por seus efeitos protetores contra o câncer, doenças cardiovasculares, Alzheimer...) podem ser responsáveis pelo desenvolvimento do diabetes tipo 2. Antioxidantes diminuem os danos provocados por espécies reativas de oxigênio. Porém, existem evidências suficientes de que este processo não é tão simples e que o equilíbrio entre substâncias oxidantes e antioxidantes é fundamental para a boa saúde. O que conhecemos como estresse oxidativo é justamente a situação de desequilíbrio, esta sim prejudicial ao corpo. Vários estudos anteriores mostraram que o alto consumo de suplementos antioxidantes poderia na verdade diminuir a expectativa de vida e provocar doenças, inclusive desencadeando o câncer. Isto se dá porque até uma dosagem específica um nutriente (como a vitamina C) comporta-se como antioxidante e após esta dosagem o mesmo passa a se comportar como um pró oxidante, aumentando o dano celular. Além disso, quem disso que radical livre é sempre ruim? Na verdade os mesmos desempenham funções fundamentais como a defesa contra agentes estranhos, no combate à inflamação e na vasodilatação. No novo estudo publicado hoje na revista científica Cell Metabolism mostrou também que as espécies reativas de oxigênio (em particular o peróxido de hidrogênio) melhoram a sensibilidade à insulina. Ou seja, níveis fisiológicos de radicais livres são importantes afim de atenuar a resistência à insulina e sua progressão paa o diabetes tipo 2. É por isto que mais uma vez digo: alimentos são sempre muito mais apropriados e seguros do que suplementos. Consumindo alimentos ricos em antioxidantes, principalmente frutas e verduras, várias vezes ao dia, nosso corpo tem a oportunidade de selecionar quantidades a absorver. Aliás, estas quantidades raramente são muito grandes nos alimentos. Já quando se ingere um suplemento, principalmente aqueles com dosagens altas, o risco de uma absorção exagerada é grande.| Reações: |

De acordo com a Organização Mundial de Saúde não devemos consumir mais de 2 gramas de sódio por dia (o equivalente a 5 gramas de sal de cozinha). Porém, estudos indicam que o brasileiro consome, em média, 4,5 gramas de sódio (quase 10 gramas de sal) diariamente. Esta quantidade, apesar de inferior à de outros países, é enorme. Se considerarmos que um único pão francês garante quase todo o sódio que precisamos em um dia, fia fácil entender o quanto exageramos. Por isto, consumir menos sódio é uma estratégia inteligente e que tem efeitos cardioprotetores, diminuindo a pressão arterial e melhorando a vasodilatação. Assim, além de reduzir a quantidade utilizada para cozinhar e de ficar longe do saleiro, fique de olho em outros produtos ricos em sódio:
- produtos de padaria em geral;
- cereais matinais (observe a quantidade de sódio nos rótulos);
- enlatados (milho, ervilha, seleta, extrato de tomate...);
- embutidos (presunto e similares);
- carnes e peixes secos (incluindo bacalhau!);
- industrializados em geral como ketchup, mostarda, requeijão, biscoitos, pratos prontos;
- adoçantes contendo ciclamato de sódio e sacarina sódica (geralmente os mais baratos e transparentes).


Endereço do consultório: Quadra 301 rua A, edifício Paulo Sérgio, sala 116. Águas Claras - DF. (Em frente à academia Tribus, prédio da padaria Pão premier). Tel: 61-3201-1029. E-mail: dicasdanutricionista@gmail.com
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