segunda-feira, 31 de maio de 2010

Beba chá e proteja-se contra o câncer de ovário!

Pesquisadores do instituto de pesquisas médicas de Queensland mostraram que o consumo de pelo menos 4 xícaras de chás (preto, verde ou de ervas) ajuda a diminuir o risco de câncer de ovário. em quase 30%. Durante a pesquisa foram entrevistadas aproximadamente 2.700 mulheres australianas sobre estilo de vida, dieta e hábitos de consumos de bebidas como os chás. O estudo publicado na revista Cancer causes & control aponta os antioxidantes presentes nos chás como as substâncias responsáveis por este efeito protetor.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Alimentos embalados em latas e plásticos podem trazer prejuízo ao desenvolvimento dos bebês

Estudo do grupo americano para mercados seguros adverte que gestantes devem limitar a ingestão de alimentos e bebidas acondicionados em embalagens metálicas contém o composto bisfenol A, um desruptor endócrino por ser parecido com o hormônio estrogênio. O BPA também está presente em embalagens plásticas que podem migrar para o alimento. De acordo com o estudo o BPA não é considerado 100% seguro e pode impactar negativamente o desenvolvimento do cérebro do feto, seu comportamento e desenvolvimento da próstata (no caso de meninos). O grupo mostrou que 92% das latas de metal são contaminadas com BPA. Por isto, gestantes e lactantes devem ter uma alimentação o mais natural possível, sem enlatados, embutidos, encaixotados... Se quiser entender mais sobre o assunto e o impacto do bisfenol na saúde leia as pesquisas anteriores clicando aqui.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Gengibre reduz dores musculares

O gengibre é uma raíz originária da Índia e da China mas hoje é extremamente difundido por todo o mundo. No oriente a raíz é utilizada em banhos e também em massagens. A planta é fonte de substâncias terapêuticas como canfeno, felandreno, zingibereno e zingerona, com propriedades bactericidas e desintoxicantes. Daí seu uso ser tão frequente em chás. Suas propriedades antiinflamatórias também são conhecidas e um novo estudo da Universidade da Georgia mostrou que o consumo de gengibre por 11 dias reduz a dor causada pelo exercício físico em até 25%. O estudo será publicado na edição de setembro do The Journal of Pain
Para mais notícias sobre o gengibre clique aqui.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Por que o leite materno é o melhor alimento do mundo?

O leite materno é tão superior ao leite de vaca e às fórmulas infantis? Sim. De acordo com um novo estudo,  o leite materno induz caminhos genéticos diferentes dos induzidos por outros tipos de leite. Apesar das empresas tentarem desenvolver fórmulas que se assemelham à composição do leite materno, milhares de genes foram expressados de forma diferentes em crianças amamentadas e crianças amamentadas com fórmulas (também chamados de leites maternizados). Apesar de os bebês crescerem e ganharem peso similarmente nos dois grupos, o leite materno contém muitos compostos imuno-protetores, o que diminui o risco de vários tipos de doenças em crianças. O trato digestório de crianças amamentadas também é diferente das não amamentadas, sugerindo que compostos bioativos do leite materno são responsáveis pelos benefícios. No estudo, as fezes de bebês com idades de 1, 2 e 3 meses foram coletadas. A partir deste material os cientistas conseguiram isolar células com material genético de ótima qualidade. As células intestinais dos bebês passam por muitas adaptações. Os bebês vieram de um ambiente estéril (a placenta) mas rapidamente seu trato digestório é colonizado por bactérias. É muito importante que o organismo e os intestinos aprendam o que é bom e o que é ruim (bactérias patogênicas, vírus, proteínas heterólogas). Se algo dá errado nesta fase o bebê pode desenvolver alergias alimentares, doenças inflamatórias intestinais e até asma. 



O estudo aparecerá na edição de junho de 2010 do American Journal of Physiology, Gastrointestinal and Liver Physiology. Autores: Robert S. Chapkin, Chen Zhao, Ivan Ivanov, Laurie A. Davidson, Jennifer S. Goldsby, Joanne R. Lupton, e Edward R. Dougherty.
Fonte da imagem: http://www.sunnet.com.br/informes/imagens/aleitamento-claudia-leitte.jpg

sábado, 15 de maio de 2010

Podcast 86 - Soja

Apresenta o episódio 86 do podcast Alimentação Saudável!
Respondendo perguntas dos leitores, um podcast interinho sobre prós e contras do consumo da soja:


Se gostar do programa de hoje aproveite para dar seu voto no prêmio top blog (link ao lado). Seu voto com certeza me estimula a continuar este trabalho!
Como prometido: se não sabe como preparar o missô veja algumas dicas mas também use sua criatividade. Hoje ao preparar um molho para o macarrão misturei uma colher de sopa, aumentando o conteúdo de proteínas da porção.

Sopa de missô ou missoshiro - É aquele caldinho quente que é servido em restaurantes japoneses antes da refeição principal. Para fazer em casa dissolva o missô num pouco de água quente, mas sem ferver, para não perder suas enzimas digestivas. A medida é uma colher de chá, cheia, por pessoa. Geralmente a receita leva cebolinha verde picada mas você também pode incluir brotos de feijão, acelga cortada bem fininha ou qualquer outra folha.
Caldo de vegetais com missô - Quer incrementar dando mais sabor ao seu missoshiro? Junte vários vegetais com água numa panela, inclua alho, cebola, gengibre e ervas, deixe ferver por aproximadamente 40 minutos, coe e guarde na geladeira. Quando for comer ferva novamente por cerca de 5 minutos, acrescente o missô e a cebolinha picada e sirva.
Procure mais receitas na internet, existem muitas variações e dicas de preparo de peixes, aves e outros pratos salgados. Divirta-se experimentando!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Prêmio Top Blog 2010

O blog dicas da nutricionista foi indicado ao prêmio Top Blog 2010. Se você gosta deste canal de comunicação por favor vote clicando no link do canto direito da página. Obrigadaaaaaa!!!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Corredoras: caprichem no ácido fólico

A corrida é uma atividade que pode trazer inúmeros benefícios à saúde. Porém, corredoras do sexo feminino com dietas com baixas calorias podem desenvolver irregularidades menstruais perigosa,s, com baixa produção de estrogênio e maior risco de doenças cardíacas. O primeiro sinal de doença cardíaca pode ser medido pela redução da dilatação da artéria braquial em resposta ao fluxo de sangue, limintando o consumo de oxigênio, o que afeta negativamente a performance atlética. Estudo liderado por Anne Hoch mostrou que a suplementação oral de ácido fólico melhora a função vascular de mulheres corredoras amenorréicas. A pesquisa foi publicada em maio de 2010 no Clinical Journal of Sport Medicine, e o time de estudiosos mostrou que a administração de 10mg de ácido fólico melhrou a vasodilatação no grupo de mulheres amenorréicas. O ácido fólico está presente em alimentos como cogumelos, tomate, ervilha, brócolis e espinafre.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Diagnóstico e tratamento das alergias alimentares


De acordo com revisão publicada no dia 12 de maio no JAMA, as alergias alimentares afetam cerca de 4% dos adultos e 5% das crianças nos EUA. As mais comuns são aos laticínios, ovos, frutos do mar, frutas cítricas, nozes e castanhas. Podem causar uma variedade de sintomas como náuseas, anafilaxia e problemas na pele. O problema é que não existem definição, metodologia para diagnóstico ou tratamento padronizados, o que dificulta a vida dos pacientes. Por exemplo, 82% dos estudos tinham definição própria de alergia, o que mostra a complexidade e confusão neste campo. Não existe uniformidade também quanto ao diagnóstico. O padrão ouro atual seria a administração do alimento suspeito com observação da equipe de saúde. Porém, este teste requer acompanhamento de especialistas, o que demanda tempo e dinheiro e ainda embute o risco de anafilaxia - reação severa acompanhada de queda da pressão, taquicardia, edema, distúrbios de circulação sanguínea e, eventualmente, morte. Assim, o que se usa hoje são testes realizados no consultório como o de hipersensibilidade cutânea (prick test) , no qual um potencial alérgeno é depositado na pele. A leitura do resultado é feita após 20 minutos. O indivíduo é considerado alérgico se surgir uma pápula mior ou igual a 3mm no local de aplicação, indicando um anticorpo IgE para o alimento ou substância depositada na pele. Os exames de sangue também detectam, porém agora, diretamente, anticorpos do tipo IgE. Porém, no artigo os autores deixam claro que estes dois testes não oferecem resultados definitivos já que pacientes com sintomas não específicos como problemas digestivos, ou mesmo resultado positivo nos testes cutâneos tem menos de 50% de chance de serem alérgicos a alimentos. Assim, afim de fechar o diagnóstico é fundamental a avaliação da história do paciente e seus sintomas. 
Em termos de tratamento a opinião geral e que a dieta de eliminação - parar de ingerir os alimentos suspeitos - deve ser realizada. De qualquer forma, novos estudos ainda necessitam ser realizados nesta área, particularmente afim de não gerar deficiências nutricionais após a exclusão de grupos de alimentos fonte de nutrientes importantes à saúde e ao crescimento e desenvolvimento normais. 
Outro tratamento mostrado na literatura é a imunoterapia, que consiste na administração de doses crescentes do alérgeno em um período de tempo afim de treinar o sistema imune. Esta terapia não é licenciada e estudos sobre sua segurança são ainda necessários. 
O mais importante da revisão foi a conclusão da necessidade de uniformização dos de todos os critérios de definição, diagnóstico e tratamento. ood-allergy field is in need of uniformity in the criteria for what constitutes an allergy and a set of evidence-based guidelines upon which to make this diagnosis. O instituto nacional de alergias e doenças infecciosas dos EUA pretente finalizar o consenso sobre a doença até o meio do ano. 
Fonte: Jennifer J. Schneider Chafen; Sydne J. Newberry; Marc A. Riedl; Dena M. Bravata; Margaret Maglione; Marika J. Suttorp; Vandana Sundaram; Neil M. Paige; Ali Towfigh; Benjamin J. Hulley; Paul G. Shekelle. Diagnosing and Managing Common Food Allergies: A Systematic ReviewJAMA, 2010; 303 (18): 1848-1856.

domingo, 9 de maio de 2010

Ganho de peso na gestação 2010

Um novo estudo de revisão mostrou qual deveria ser o ganho de peso na gestação. As mesmas quase não diferem das últimas recomendações do IOM apresentadas no ano passado (veja aqui -  2009).
Fonte: Nelson SM, Matthews P, Poston L. Hum Reprod Update.; 16(3):255-75, 2010

sábado, 8 de maio de 2010

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Mulheres: comam mais brócolis!

A revista Clinical Cancer Research, publicou no dia 1o de maio mais um estudo mostrando que um composto do brócolis (o sulforafano) consegue destruir células cancerígenas. Vários outros estudos já haviam apontado o mesmo, a diferença neste nova pesquisa é que foi demonstrado que o sulforafano consegue destruir também as células tronco cancerígenas. A quimioterapia atual não atuam contra estas células tronco cancerígenas, e esta é a razão pela qual o câncer pode voltar. Na presente pesquisa células cancerígenas de mamas de camundongos foram submetidas a concentrados de sulforafanos retirados do extrato de brócolis. O legal foi que o sulforafano conseguiu reduzir as células tronco cancerígenas com pouco efeito sobre as células saudáveis. E, após o tratamento, as células restantes perderam a capacidade de formar novos tumores. O sulforafano (figura acima) ainda não foi testado em mulheres com câncer de mama, o que deve acontecer nas próximas fases da pesquisa. Também  existe muita controvérsia pois o composto parece diminuir o efeito dos quimioterápicos, não sendo indicando - por enquanto - para indivíduos em tratamento. Porém, para a prevenção ou mesmo para evitar a remissão do câncer, o sulforafano parece uma boa idéia. 

Para saber mais: Y. Li, T. Zhang, H. Korkaya, S. Liu, H. F. Lee, B. Newman, Y. Yu, S. G. Clouthier, S. J. Schwartz, M. S. Wicha, D. Sun. Sulforaphane, a Dietary Component of Broccoli/Broccoli Sprouts, Inhibits Breast Cancer Stem Cells. Clinical Cancer Research, 2010; 16 (9): 2580.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Um em cada quatro brasileiros sofrem com anemia

Segundo o ministério da saúde, a anemia atinge 25% dos brasileiros. Reportagem completa: Gazeta Online.

A deficiência de ferro é a causa mais comum de anemia nutricional, seguida da anemia megaloblástica por deficiência de ácido fólico. Apesar de serem mais comuns entre grupos populacionais de baixo poder aquisitivo, sua ocorrência também tem sido observada nas demais classes sociais. As medidas de prevenção e combate consistem em melhoria dos hábitos alimentares, controle de parasitoses, fortificação de alimentos e suplementação medicamentosa. Quanto às práticas dietéticas procure incluir em sua dieta fontes de ferro como carnes (principalmente vermelhas), leguminosas diariamente (como feijão e lentilha), folhosos (couve, brócolis, agrião, espinafre), abóbora, beterraba, seguidas do consumo de 1 fruta cítrica ou meio copo de suco de fruta cítrica.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Ômega-3 = antiinflamação

Artigo publicado no dia 02/05/2010 na Nature Chemical Biology tentou mostrar os motivos pelos quais o consumo de ômega-3 na forma de peixes, óleos, castanhas ou suplementos pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares e inflamatórias. No estudo foram avaliados os compostos produzidos pelo ômega-3 nos macrófagos, células do sistema imune presentes sempre que uma inflamação está presente. Os derivados detectados possuem a capacidade de reagir com elétrons e alvos moleculares, estimulando mudanças na função de proteínas e na expressão gênica. Tais modificações resultam em respostas antiinflamatórias. De acordo com o grupo de pesquisadores a enzima ciclooxigenase-2 (COX-2), alvo para muitos medicamentos comuns como aspirina, ibuprofeno e acetaminofen, media a transformação do ômega-3 em derivados eletrofílicos (que reagem com elétrons). Tais medicamentos aumentam a produção de derivados eletrofílicos (que combinam-se com os elétrons) induzindo sinais antiinflamatórios. O que acontece é que tais compostos ligam-se a resíduos de cisteína e histidina das proteínas e ativam a expressão de genes antioxidantes dependentes de Nrf2. Os compostos derivados do ômega-3 (EPA e DHA) agem ativando o receptor PPARy e inibindo citocinas inflamatórias e a produção de óxido nítrico.
GROEGER, A.L. et al. Cyclooxygenase-2 generates anti-inflammatory mediators from omega-3 fatty acids. Nature Chemical Biology. Published online: 2 May 2010 | doi:10.1038/nchembio.367.

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