domingo, 29 de agosto de 2010

50% dos adultos brasileiros estão acima do peso!

Saiu a segunda parte dos resultados da pesquisa de orçamentos familiares, do IBGE, mostrando que uma em cada três crianças entre 5 e 9 anos encontra-se acima do peso recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O déficit de altura (importante indicador de desnutrição) caiu sobressaindo-se ainda no meio rural da região Norte: 16% dos meninos e 13,5% das meninas, o que denota a desnutrição crônica, de longa data, nesta população. A parcela dos meninos e rapazes de 10 a 19 anos de idade com excesso de peso passou de 3,7% (1974-75) para 21,7% (2008-09), já entre as meninas e moças o crescimento do excesso de peso foi de 7,6% para 19,4%. Também o excesso de peso em homens adultos saltou de 18,5% para 50,1% e ultrapassou, em 2008-09, o das mulheres, que foi de 28,7% para 48%. O excesso de peso foi mais evidente nos homens com maior rendimento (61,8%) e variou pouco para as mulheres (45-49%) em todas as faixas de renda. A POF revelou um salto no número de crianças de 5 a 9 anos com excesso de peso ao longo de 34 anos: em 2008-09, 34,8% dos meninos estavam com o peso acima da faixa considerada saudável pela OMS. Em 1989, este índice era de 15%, contra 10,9% em 1974-75. Observou-se padrão semelhante nas meninas, que de 8,6% na década de 70 foram para 11,9% no final dos anos 80 e chegaram aos 32% em 2008-09.

A pesquisa mostra, ainda, que, desde 1989, entre os meninos de 5 a 9 anos de idade nas famílias dos 20% da população com menor renda, houve um forte crescimento daqueles com excesso de peso, passando de 8,9% para 26,5%. Na faixa de maior rendimento, o aumento notado foi de 25,8% para 46,2% no mesmo período. A obesidade, que atingia 6% dos meninos das famílias de maior renda em 1974-75 e 10% em 1989, foi registrada em 23,6% deles em 2008-09. Uma das razões é o barateamento de produtos industrializados e também o maior consumo de alimentos na rua. Já a avaliação do estado nutricional dos jovens de 10 a 19 anos considerou a relação entre IMC e idade, com referencial da OMS, revelando que 3,4% do total de adolescentes tinham déficit de peso, com pouca variação por sexo, região e situação de domicílio. O excesso de peso, por sua vez, atingia 21,5% dos adolescentes, oscilando entre 16% e 18% no Norte e no Nordeste e entre 20% e 27% no Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Nos dois sexos, tendeu a ser mais freqüente em áreas urbanas que em rurais, em particular no Norte e Nordeste. A obesidade, que foi verificada em um quarto dos casos de excesso de peso nos dois sexos, teve distribuição geográfica semelhante. A renda era diretamente vinculada ao excesso de peso: ocorrendo três vezes mais entre os rapazes de maior renda do que nos de menor renda (34,5% contra 11,5%); no sexo feminino, a diferença foi de 24% para 14,2%. A obesidade foi registrada em 8,2% dos jovens de maior renda e 9,2% na faixa de um a dois salários mínimos; entre as moças, variou em torno de 4% nas faixas intermediárias de renda, sendo menor nos dois extremos.

Mais dados no site do IBGE: http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1699&id_pagina=1
1a parte da pesquisa: http://andreiatorres.blogspot.com/2010/07/pesquisa-de-orcamentos-familiares.html 

sábado, 28 de agosto de 2010

Dicas sobre alimentação infantil, adoçantes e consumo de café

No podcast alimentação saudável número 91 respondo à três perguntas de ouvintes:
- Minha filha só quer comer carboidratos e doces, o que fazer?
- Adoçantes fazem mal?
- Café eleva o colesterol?
Saiba tudo sobre o assunto clicando:
Dica: Livro Uma maçã por dia, ed. Zahar.
No próximo episódio falarei sobre a pele. Responda à pergunta: "O que faz sua pele mais bonita?" e concorra a 2 brindes.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Antioxidantes da canela diminuem a glicemia e previnem o diabetes

Estudo liderado pelo químico Richard Anderson sugere que o extrato de canela contém antioxidantes que podem contribuir para a redução do risco de diabetes e doenças cardiovasculares. Na pesquisa, 22 indivíduos obesos e com pré-diabetes foram divididos em dois grupos. O primeiro grupo ingeriu por 12 semanas 250 mg de extrato de canela enquanto o segundo grupo recebeu um placebo. Amostras de sangue foram coletadas para análise no início do estudo, na 6a e 12a semanas. Foi demonstrado que com o uso de suplemento o número de antioxidantes plasmáticos aumentou em até 23% e a glicemia diminuiu. Mais estudos são necessários afim de verificar quais seriam as dosagens ideais e o tempo de administração, além de testar a segurança e a eficiência a longo prazo. Por enquanto as velhas condutas continuam valendo: emagrecer, consumir alimentos protetores ricos em antioxidantes como frutas, verduras, ervas e especiarias - incluindo-se aí a canela. A mesma pode ser utilizada na culinária tanto em pratos doces como salgados. A banana assada com canela é velha conhecida de todos mas procurem na internet, existem muitas receitas para todos os gostos. Mas cuidado, se você está gestante modere o uso, um pouquinho de canela não faz mal mas o chá forte ou o extrato podem estimular contrações.



Suplementação de vitamina A não deve ser utilizada por mães HIV+ que amamentam

Suplementos de vitamina A e beta-caroteno não seguros para mulheres HIV+ que amamentam pois os mesmos aumentam a excreção do vírus no leite aumentando a chance de transmissão da infecção para o bebê. A pesquisa aparece em dois artigos publicados no the American Journal of Clinical Nutrition e no Journal of Nutrition. Estudos estimam que o risco de transmissão do vírus pelo leite humano seja de 7 a 22%, aumentando no caso da suplementação. A OMS, o UNICEF e a UNAIDS recomendam aconselhamento às mães para que estas possam decidir quanto à alimentação de seus filhos. No Brasil, o ministério da saúde desaconselha a amamentação por mulheres soropositivas para o HIV. Porém, a prática é muito comum principalmente na população mais carente não só aqui mas em outros países do mundo como a África. A pesquisa é bastante controversa pois a suplementação pós-parto de vitamina A é muito comum em vários países onde a prevalência de infecção por HIV é alta. Neste caso, quanto mais informação melhor para que as próprias mulheres decidam os procedimentos a adotar.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Bisfenol A altera os níveis de testosterona nos homens


Bisfenol A (BPA) é um composto químico controverso utilizado em embalagens de alimentos e bebidas. Vários países baniram o uso de BPA de embalagens destinadas à alimentação de bebês e também de mamadeiras. No Brasil, o bisfenol ainda é liberado em embalagens para todos os públicos inclusive infantis apesar de não existirem estudos formais em humanos mostrando sua segurança total. Quase todos os experimentos foram realizados em camundongos ou ratos desconsiderando que entre os roedores e os humanos existem diferenças na forma como o BPA é metabolizado. De qualquer forma existem evidências de que o contato com o BPA e sua circulação no organismo aumenta o risco de problemas como disfunções hormonais, mal funcionamento pancreático (o que pode conduzir a diabetes), doenças cardiovasculares e obesidade. Atualmente o BPA esteve presente em mais de 90% dos indivíduos rastreados em todo o mundo e, agora, um novo estudo publicado no último volume da Environmental Health Perspectives, mostrou que Europeus estão expostos a cerca de 5 microgramas diariamente e quanto maior a exposição maior o risco de problemas endócrinos nos homens, especialmente aumentos anormais de testosterona no sangue. As repercursões disto não são claras mas o estudo mostra uma vez mais que o bisfenol A realmente atua como um disruptor endócrino, por sua estrutura similar aos hormônios naturalmente produzidos em nosso organismo, o que pode também aumentar o risco de câncer em homens e mulheres. A solução é consumir a menor quantidade possível de alimentos industrializados e embalados.
Artigo: GALLOWAY, T. et al. Daily Bisphenol A Excretion and Associations with Sex Hormone Concentrations: Results from the InCHIANTI Adult Population Study. EHP, 2010.
Para ler as demais matérias sobre bisfenol neste blog clique aqui.
Para outras informações sobre o bisfenol acesse o site o tal do consumo.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Vitamina D e prevenção de doenças autoimunes

A extensão na qual a deficiência de vitamina D impacta negativamente o organismo aumentando a susceptibilidade a uma gama de doenças é enorme. Em pesquisa publicada na Genome Research pesquisadores mapearam 2.776 pontos do DNA nos quais a vitamina D interage e exerce suas influências. 
Estima-se que mais de 1 bilhão de pessoas no mundo tenham deficiência de vitamina D, devido à baixa exposição solar e/ou má alimentação. Além de enfraquecer ossos, a deficiência ainda aumenta o risco de doenças autoimunes como esclerose múltipla, artrite, diabetes tipo 1, alguns tipos de câncer (como leucemia e câncer de cólon e reto), demência, doença de Crohn e lupus eritematoso sistêmico. 
A pesquisa também mostrou que a vitamina D também influencia significativamente a atividade de 229 genes como o IRF8, envolvido com a esclerose múltipla e o PTPN2, associado com a doença de Crohn e o diabetes tipo 1.
Agora os investigadores estudam se suplementos de vitamina D na gestação e precocemente na vida teriam efeitos benéficos nos anos vindouros. Alguns países como a França institucionalizaram a suplementação da vitamina como rotina nos serviços de atenção primária. 
De acordo com os pesquisadores, o estudo dá suporte às interpretações de que nós não evoluímos tão rapidamente quanto mudou o estilo de vida. Agora passamos mais tempo abrigados, usamos filtro solar o tempo todo, parte da população mundial mora em regiões frias e isto afeta negativamente nossos genes. A solução é tomar o solzinho como os bebês pela manhã ou no final da tarde e suplementar, se for o caso. Para isto, procure um nutricionista para que este indique a melhor forma e dosagem.
Para saber mais sobre a vitamina D clique aqui.
Para saber quanto tempo precisa se expor ao sol diariamente para produzir sua vitamina D clique aqui.

Artigo anterior na Íntegra: Revista Genome Research

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Chás industrializados são menos poderosos...

De acordo com novo trabalho divulgado no 240o encontro nacional da Sociedade Americana de Química, no dia 21/08/2010, em Boston, os chás vendidos prontos engarrafados ou em embalagens tetra pack (como as do leite, contém menos polifenóis do que se feitos em casa com a erva. Os polifenóis são as substâncias antioxidantes, antiinflamatórias e que possuem propriedades anticâncer e antidiabéticas destes alimentos. Além de conterem menos polifenóis os pesquisadores mostraram que o chá engarrafado contém outras substâncias em grandes quantidades como açúcares ou adoçantes, o que é uma grande desvantagem. Os chás verde e preto preparados em casa contém entre 40 e 150 mg de polifenóis por xícara. Já as 6 marcas analisadas pelos pesquisadores continham 40 /  21,5 / 20 / 7,5 / 2 / 1,5 mg de polifenóis na mesma quantidade. Ou seja, 83% dos chás analisados não chegavam ao valor mínimo dos chás preparados em casa. O problema é que os polifenóis se degradam e desaparecem quando expostos ao calor o que acontece dependendo do processo utilizado pela indústria. Além disso, polifenóis tem gosto amargo e adstringente o que faz com que não sejam apreciados por grande parcela da população. Afim de aumentar o número de consumidores a indústria pode diminuir o amargor e adstringência adicionando menos chá à água ou mais açúcar a água. O problema é que desta forma o chá perde os benefícios. Ou seja, o ideal é preparar o chá em casa mesmo.
Para preparar seu chá: coloque a água para ferver e antes de surgirem as primeiras bolhas apague o fogo. Acrescente a erva (2 colheres de sopa rasas em 1 litro de água ou 2 colheres de chá rasas para 1 xícara de água). Abafe e coe. O chá pode ser bebido na hora ou gelado até 24 horas após o preparo. O ideal é não adoçar mas se não conseguir ingerir puro adicione 1 colher de chá de mel para 1 xícara. A canela em pau ou o gengibre podem ser utilizados para modificar o sabor. Ambos precisam ir junto na água durante a fervura.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Novos cursos de atualização para nutricionistas


domingo, 15 de agosto de 2010

Dicas para corredores

A alimentação é fundamental para um bom desempenho nos esportes. Lesões nos calcanhares, nos ligamentos dos joelhos ou nos quadris são comuns em maratonistas, principalmente nos inexperientes. Tais lesões resultam do overtraining (treinamento excessivo associado à má alimentação ou deficiência de nutrientes e pouco descanso). Afim de prevenir lesões musculares, tendinosas, dores e abandono dos treinos ou competições comece a prestar atenção na sua alimentação. Toda vez que o número de calorias consumidas é insuficiente para o atleta, o músculo começa a ser queimado o que aumenta o risco de lesões e outros problemas de saúde. Evite dietas com baixo conteúdo de carboidratos. Geralmente corredores tem uma dieta com cerca de 30 a 45 calorias por quilo de peso. Por exemplo, uma pessoa com 60 kg deveria consumir 60 x 30 (1.800kcal) até 60 x 45 (2.700kcal). Cerca de 65% deste total calórico deve ser proveniente dos carboidratos. Um nutricionista será capaz de calcular com mais precisão sua necessidade dependendo do volume e da intensidade dos treinos. e intensidade. Se você é um corredor lembre-se de fazer lanchinhos a cada duas horas. O último lanche antes do treino deve conter fontes de carboidratos como bananas e maçãs. A hidratação também é muito importante. O atleta não deve estar nem desidratado nem superhidratado, principalmente afim de evitar a hiponatremia
Lembre-se de usar roupas que deixem o suor evaporar e que sejam confortáveis. 
Não esqueça de dormir pelo menos 8 horas por noite. Alguns corredores precisaram de mais horas. Se estiver com dificuldades para pegar no sono evite correr à noite e de se agitar muito com televisão ou músicas altas. Durante o sono os músculos são reparados e energia é estocada para as próximas sessões de exercício. Se dormir pouco ficará exausto e sem energia. Caso esteja tendo tendo muitos problemas para dormir convesrse com o seu nutricionista sobre o uso do GABA ou da taurina. O GABA ajuda a nutrir o cérebro e é essencial à saúde do órgão além de ser um tranquilizante natural como a taurina. A melatonina também promove o relaxamento e o sono mas só pode ser prescrita por médicos. 
Escrevo mensalmente para a revista especializada em corridas contra relógios. Você pode conferir vários artigos dos meses passados clicando aqui.

sábado, 14 de agosto de 2010

Importância do zinco para idosos


Estudo conduzido pelo Dr. Simin Nikbin Meydani, diretor do laboratório de imunologia nutricional do USDA, o departamento de agricultura dos EUA, demonstrou que idosos com status adequado de zinco tinham 50% menos chance de desenvolver pneumonia, tomavam menos antibióticos e os índices de mortalidade eram menores. O grupo estudou infecções respiratórias em cerca de 600 idosos na área de Boston e verificou que a deficiência deste nutriente é muito comum neste grupo, tanto devido à alimentação inadequada, quanto à má absorção intestinal ou uso de medicamentos que interferem em sua disponibilidade. O zinco é um mineral importante para a competência do sistema imunológico e para o bom desenvolvimento do sistema antioxidante. A deficiência pode ter como consequências a anorexia, o que agrava o problema pois reduz o consumo de alimentos fonte do mineral e ainda dificulta o reparo dos tecidos lesados. As principais fontes de zinco são os frutos do mar, farelo de aveia, leguminosas (como feijão), oleaginosas (castanhas, amêndoas, amendoim). Os níveis de zinco podem ser avaliados no plasma e caso os níveis estejam baixos um nutricionista deve ser consultado afim de avaliar as melhores formas e dosagens de suplementação.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Cuidar do intestino também é importante para indivíduos com HIV

Um novo estudo está avaliando o papel dos probióticos no aumento da contagem de células CD4 em indivíduos infectados pelo virus HIV. Os pacientes selecionados farão ingestão de cápsulas contendo 2 bilhões de células de Bacillus coagulans também conhecido como GanedenBC30 por 3 meses. Estudos na África demonstraram que o uso de iogurtes com probióticos aumentava as células do sistema imune CD4 em indivíduos infectados por HIV. Contudo, tais pesquisas deixaram algumas perguntas sem respostas por isto o uso agora de cápsulas com cepas específicas. A hipótese dos cientistas americanos da AHF é que o consumo do probiótico reduzirá a passagem de bactérias prejudiciais e inflamatórias para a corrente sanguínea. Estas bactérias patogênicas acelerariam a destruição das moléculas CD4, o que enfraquece o sistema imune e abre espaço para as infecções oportunistas. Já as bactérias probióticas não produzem as toxinas das anteriores e ainda expulsam as cepas ruins à saúde.
Para saber mais sobre probióticos clique aqui.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

10/08 - Palestra: aprenda a cuidar do seu intestino

O intestino é o órgão responsável pela absorção de vitaminas e minerais, nutrientes responsáveis pela saúde da pele, pelo bom humor e pela prevenção e controle de doenças como as cardiovasculares, o diabetes, o Alzheimer.
Será que você precisa aprender a cuidar do seu intestino? Clique aqui e descubra.
Você irá aprender a função dos probióticos, prebióticos, glutamina, fibras e muito mais.
A palestra será amanhã (10/08/10), de 19h às 21:00 e acontece na quadra 301, ed. Paulo Sérgio, sala 116 em Águas Claras - DF. 
Valor: R$ 50,00   -   Depósito no Banco do Brasil - ag 4733-3 - cc 8789-0 - Enviar comprovante para andreiat@gmail.com
Vagas limitadas!

sábado, 7 de agosto de 2010

Saúde oral


Novo artigo da nutrition today discute mitos da saúde oral nas diversas fases da vida. 
Mito 1: As consequências da saúde oral ruim ficam restritas à boca
Isto não é verdade. O que a gestante consome, por exemplo, é essencial ao desenvolvimento da dentição do feto. Uma alimentação inadequada nesta fase aumenta o risco de cáries dentárias e outros problemas bucais na criança anos após o nascimento. A dieta deficiente nas vitaminas B6 e B12 aumenta o risco de má formação do palato.
A cárie é a doença mais comum na infância (5 vezes mais prevalentes do que a asma)! Além disso, se a criança apresenta dores de dentes sua concentração na escola diminui e seu aprendizado é prejudicado. Outro problema é que com dor a criança passa a optar por alimentos que não exigem tanta mastigação como iogurtes, balas (é só chupar), chocolates (derrete na boca), sorvetes e salgadinhos ou massas, que são mais moles e pobres em fibras. Tais alimentos não são tão nutritivos quanto frutas e verduras. Por isto, as complicações orais podem contribuir para o ganho de peso, deficiências nutricionais e doenças crônico-degenerativas a longo prazo.
Mito 2: Quanto mais açucarada a dieta maior é o número de cáries
Nem sempre, já que o problema não é a quantidade de açúcar na dieta mas sim o tempo que este açúcar permanece em contato com os dentes. Se a criança come um doce mas escova os dentes não há tanto problema quanto tomar um refrigerante ou comer alimentos ricos em carboidratos e que podem permanecer grudados nos dentes como os salgadinhos de pacote. Quando não há higienização as bactérias passam a digerir estes açúcar produzindo ácidos que danificam os dentes. 
Mito 3: Cáries na infância não são preocupantes já que os dentes de leite serão substituídos por dentes permanentes
O problema é que a perda da dentição precocemente prejudica o desenvolvimento da coroa dos dentes permanentes. Além disso, o dente permanente tem maior chance de nascer mal posicionado por falta de espaço entre os demais dentes de leite.
Mito 4: A osteoporose afeta apenas a espinha e os quadris
Não! A osteoporose também conduz a perda de dente já que os ossos estão ancorados nos ossos da face, que também podem ser afetados. A mandíbula e outros ossos da face estão constantemente se renovando durante a vida. Para isso uma dieta adequada é fundamental. Nutrientes importantes aos ossos ou para seu perfeito metabolismo incluem cálcio, vitamina D, magnésio, cobre, zinco, manganês, boro, vitamina K, vitamina C, silício.
Mito 5: Dentaduras melhoram a saúde oral
Nem sempre, se as próteses não estiverem bem ajustadas a pessoa acaba optando pelos alimentos de mais fácil mastigação como massas e bolos. Se você cuida de um idoso fique atento ao posicionamento das dentaduras, se o indivíduo tem dificuldade de mastigação ou se sente desconforto. Enquanto a prótese não é substituída ajude-o a preparar alimentos mais nutritivos e de fácil mastigação como purês de legumes e de frutas, sopas, sucos batidos com vegetais, carnes moídas e macias.
Mito 6: Cáries são problemas exclusivos de crianças
Adultos também podem ter cáries. Além da higienização inadequada o uso de drogas como antidepressivos, diuréticos, antihistamínicos e sedativos aumentam o risco de cáries pois diminuem a produção de saliva. A mesma é importante para limpar a cavidade bucal com maior velocidade. Neste caso, um maior consumo hídrico é fundamental. Indivíduos que passaram por cirurgias de estômago ou intestino também podem absorver menos os nutrientes importantes para a saúde dentária e também para a produção de saliva. Indivíduos diabéticos também precisam dar mais atenção à higienização visto que o risco de doenças periodontais dobra neste caso. E, é um ciclo vicioso já que as doenças periodontais dificultam o controle do diabetes.
Referência: Palmer et al. It's More Than Just Candy : Important Relationships Between Nutrition and Oral HealthNutrition Today, 2010; 45 (4): 154. Disponível em Nursing Center.com

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Coma menos carboidratos e proteja seu coração

Os carboidratos são essenciais para o funcionamento do cérebro, coração, rins e outros tecidos. Porém o exagero, principalmente na forma de carboidratos simples vindos de biscoitos, bolos, pães, pizza, arroz branco, cereais matinais, açúcares e doces em geral acaba sendo prejudicial à saúde. Em um novo estudo, pesquisadores demonstraram que dietas com menos carboidratos não só facilitam a perda de peso como também melhoram a saúde do coração. Uma das explicações é que muito destes carboidratos, em excesso na dieta acabam virando triglicerídeos, que são transportados pelo LDL-c, lipoproteína vulgarmente conhecida como 'colesterol ruim'. Por isto, o equilíbrio entre proteínas magras, carboidratos de baixo índice glicêmico e gorduras boas é fundamental. Você não precisa abolir os carboidratos de sua vida mas estes devem vir principalmente das frutas e verduras. O restante deve ser complementado com cereais integrais.
Referência: Foster, G.D.;  Wyatt, H.R.; Hill, J.O. et al. "Weight and Metabolic Outcomes After 2 Years on a Low-Carbohydrate Versus Low-Fat Diet - A Randomized Trial"Annals of Internal Medicine August 3, 2010 vol. 153 no. 3 147-157

Avaliação por bioimpedância



A avaliação física e estudo da composição corporal por bioimpedância está disponível agora no consultório, em Águas Claras - DF. 
bioimpedância é um procedimento utilizado para a avaliação do peso corporal, para a estimativa do peso ideal e análise dos diversos compartimentos do corpo: gordura, água, músculos, ossos... 
Aplicações: avaliar o estado nutricional, identificar indivíduos em risco de saúde em decorrência de deficiência ou excesso de gordura, % aumentado de gordura abdominal, monitorar mudanças na composição corporal associadas ao emagrecimento, à obesidade, à certas doenças, ao crescimento, desenvolvimento, maturação, envelhecimento, esporte e cirurgias (lipoaspiração, bariátrica...), monitoramento hídrico e controle da composição corporal de atletas.
A avaliação é realizada no aparelho ironmann tetra polar. É fundamental o agendamento do horário. Além disso, para que os resultados sejam confiáveis é importante:
1- Ingerir 2L de água no dia anterior ao teste.
2- Não fazer exercícios físicos ou sauna nas 8 horas antes do exame.
3- Não ingerir bebida alcoólica nem café nas 48 horas antes do teste.
4- Evitar o uso de diuréticos por 7 dias antes do teste, a não ser que seja imprescindível ao seu tratamento de saúde atual.
5- Mulheres não devem estar no período menstrual.
6 - Não comer ou beber nas 4 horas que antecedem a avaliação.
7 - Esvaziar a bexiga 30 minutos antes do procedimento.
8 - Não fumar no dia do exame.
9 - Comparecer com roupas leves.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Podcast 90 - Conheça Maputo

Quer saber como é a alimentação em um dos países do enorme continente africano?
Então ouça ao podcast alimentação saudável 90 - A capital de Moçambique pelos olhos de Sandra Flosi:



Visite o blog da Sandra: Mosanblog
Conheça mais sobre Moçambique e Maputo acessando o ElefanteNews 

domingo, 1 de agosto de 2010

Matando o câncer de fome

Pesquisadores da Faculdade de Boston (EUA) demonstraram que a restrição calórica pode restringir a progressão do câncer de cérebro. Os autores do estudo trabalharam em camundongos com glioblastoma multiforme, o câncer de cérebro mais agressivo e invasivo. A pesquisa foi publicada na revista científica ASN NEURO. Segundo a cientista Laura Shelton, principal autora do trabalho, a restrição calórica diminui os níveis de glicose circulantes. Como o cérebro e o tumor dependem de glicose, a diminuição do consumo passa a ser benéfica. O cérebro adapta-se utilizando os corpos cetônicos ácido acetoacético e ácido beta-hidroxibutírico. Já o tumor não consegue fazer esta adaptação e para de crescer em decorrência da carência de glicose. Novos estudos são necessários afim de avaliar se uma dieta com menor carboidratos seria benéfica também no tratamento do câncer de cérebro em humanos. Enquanto isso, nada de dietas malucas sem acompanhamento já que para a recuperação um adequado estado nutricional é fundamental!

Mapa do consultório

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Endereço do consultório: Quadra 301 rua A, edifício Paulo Sérgio, sala 116. Águas Claras - DF. (Em frente à academia Tribus, prédio da padaria Pão premier). Tel: 61-3201-1029. E-mail: dicasdanutricionista@gmail.com

Para visualizar segundo mapa, clique aqui.